Sl 37:2

5 01 2008

O versículo 2 do Sl 37 diz o seguinte em minha Bíblia Viva:

“Em vez disso (em vez de se preocupar do sucesso dos outros), confie no Senhor e procure fazer o bem; viva tranqüilamente em seu lugar e ponha a verdade em prática”.

 Essa semana, foi esse o versículo que mais me chamou a atenção, aprendi algumas coisas com ele e tenho procurado meditar nelas.

1) “confie no Senhor” - que conselho mais maravilhoso e bendito. Confiar em Deus, ter fé de que Ele está no controle de tudo, é fundamental para um filho de Deus. Você tem um Pai que é eterno e todo-poderoso; confie nEle. Às vezes não entendemos o que acontece em nossas vidas, mas se você se calar poderá ouvir uma voz dentro de você que insiste em dizer: Confie em mim.

2) “procure fazer o bem” - em Mt 5, Jesus nos dá uma lista do que fazer - o bem. Nosso Salvador nos convida a agir de acordo com nossa nova natureza , não de acordo com as circunstâncias - isso seria reagir.

3) “viva tranqüilamente em seu lugar” - esse é um desafio, uma vez que vivemos em dias extremamente competitivos. Não podemos nos esquecer que o Evangelho não está em concordância com o mundo. Viver tranqüilamente em seu lugar, seja ele qual for, requer fé, que é dom de Deus; o mundo não pode dar. Não acredito que seja conformismo, antes, uma atitude que deriva da confiança no Pai.

4) “ponha a verdade em prática” - deixemos de discursar e vivamos a verdade, de verdade. Saiamos de vez da teoria, ponhamos a verdade em prática. Não é algo que poderemos alcançar com nossos próprios esforços, mas, se vivemos no Espírito, andemos no Espírito. A Palavra de Deus nos promete que nEle faremos proeza. Eu ainda não encontrei uma proeza maior, algo que cause mais espanto do que alguém que vive sua vida na prática da verdade.




Post de Natal

20 12 2007

Não sou, em absoluto, fã do natal. Nunca fui. Ainda em criança, achava uma data meio boba, sem sentido. Depois que me converti, pensei que fosse ficar mais empolgada com esse feriado comemorado em praticamente todo mundo ocidental. Mas não. Nada. Nem uma alegriazinha besta lá no fundo da alma. 

Talvez por isso, eu seja uma das pessoas mais confiáveis para falar sobre o Natal. 

Ah, o Natal… Pra mim, essa temporada de desespero começa pouco depois do dia da crianças com os shoppings decorados e as maleditas músicas natalinas. Sabe, eu até gosto muito das cantatas de natal das igrejas, mas as músicas natalinas que nos enfiam goela abaixo cantada por Simone, John Lennon ou quem mais tenha uma boca eu não aguento. Só elas mereciam um post inteirinho.   

Depois é a vez dos estabelecimentos comerciais. Eu, que já detesto shopping center nos outros 11 meses do ano, abomino-os durante o mês de dezembro. Louvado seja Deus pelas compras online porque encarar fila para entrar no shopping, mais procura de vaga, mais fila para escada rolante e preços altos é de matar um. Não sei como as pessoas conseguem ir com a família para um lugar inóspito como o shopping em época de natal. Mais uma coisa que vale um estudo. 

Acrescentando-se a tudo isso, tem o final do período. Quem faz faculdade sabe o que é isso. Sabe aquele professor que jura que não vai dar segunda avaliação, que os trabalhos feitos no segundo semestre serão suficiente? Pois é, muda de idéia. Então, além dos 359 trabalhos para entregar, mais os 117 seminários para apresentar e 786 provas para fazer, você ainda encara uma surpresa, no dia 21 de dezembro. Não há espírito natalino que resista. 

Mas meu caso é ainda mais crônico. Mesmo sem o shopping lotado, as maleditas músicas natalinas e o final de semestre, o Natal continuaria sendo um feriado a mais, só que com comidas melhores. Mas por que, vocês se perguntam, atordoados. 

Primeiro porque Jesus, provavelmente, não nasceu em dezembro. Por que cargas d’água a gente comemora o natal em dezembro então? A não ser que a gente não esteja comemorando natal nenhum. 

Segundo porque a última coisa que a maioria das pessoas lembra no natal é de Jesus. Resolvem dedicar um feriado inteirinho para o cara para depois deixarem-no de lado? Fala sério! Não que eu deva esperar alguma coisa deste sistema… 

E terceiro porque não gosto e ponto. Porque, pra mim, Jesus nasceu em algum dia do mês de fevereiro (logo depois de um carnaval na Bahia) de 1999. E foi nesse dia que eu nasci para Ele, e a gente não precisa de nenhuma data para comemorar uma coisa dessas, porque na verdade, nenhuma data seria suficiente para representar tudo aquilo que Jesus fez por mim e por você. Porque ninguém nunca ouviu, e nem nunca vai ouvir, falar sobre um deus (na verdade o Deus)   que tenha se feito homem só para morrer por um bando de miseráveis que se acham muita coisa. Porque, na minha opinião, Jesus não quer que eu me lembre dEle em um dia do ano. Ele me quer todos os dias manifestando a Sua presença de maneira que as pessoas que vivem ao meu redor tenham a sensação de que é sempre Natal. Sem shopping lotado, sem música chata, sem fim de semestre. O Natal dos nossos sonhos, enfim.




A arte de ser fiel.

24 11 2007

“Foi pela fé que Noé ouviu os avisos de Deus sobre as coisas que iam acontecer e que não podiam ser vistas. Noé obedeceu a Deus e construiu uma arca em que ele e sua família foram salvos. Assim Noé condenou o mundo e recebeu de Deus aprovação que vem por meio da fé”. Hb 11:7

A narrativa da vida de Noé começa com uma declaração bombática, Gn 6:8 diz: “Noé, porém, achou graça aos olhos do Senhor”. A NTLH diz assim: “Mas o Senhor APROVAVA o que Noé fazia”.

Precisamos subir uns versículos para entendermos melhor essa frase. Ao lermos o início do capítulo, vemos que a corrupção havia se multiplicado na terra. Deus estava triste com a humanidade e resolveu acabar com tudo. Então entra em cena a conjunção adversativa MAS e muda não apenas a história de Noé, mas a da humanidade.

No meio dessa geração corrupta estava Noé, um homem que encontrou graça diante dos olhos de Deus e recebeu do Senhor uma palavra e uma ordem: Eu vou destruir tudo, constrói para ti uma arca.

Quando seguimos a leitura de Gn e combinamos com Hb vemos que Noé era um homem obediente e cheio de fé. O que as passagens não nos informam é quanto tempo levou entre Noé receber a palavra e começar a construir a arca e vir o dilúvio.

Por causa dos versos 32 do capítulo 5 e  11 do capítulo 7, alguns estudiosos acreditam que se passaram 100 anos.

Quando Adão e Eva ainda moravam no Éden, podemos ver que o jardim possuia um sistema de irrigação incrível - um rio que se tornava em quatro braços regava tudo (Gn 2:10). O jardim não era regado por chuvas. Na verdade, não há nenhum registro de chuvas até aquele momento mas ainda que chovesse, devemos lembrar que Noé morava na área do atual Oriente Médio.

Então eu fico imaginando aquele homem de 500 anos construindo uma arca no quintal de casa. Os anos passam e as piadas dos vizinhos começam (e os vizinhos não deviam ser pessoas muito legais). Acredito até que alguns temeram as palavras de Noé, mas depois de uns 30 anos… Noé era provavelmente o maluco da cidade. Imagino sua esposa e seus filhos tentando demovê-lo de seu projeto, afinal de contas ele só tinha recebido uma palavra de Deus. Só isso.

Noé provou porque achou graça aos olhos do Senhor, se lermos Gn 6:9, encontraremos “Noé andava com Deus”. Com certeza foi isso que fez com Noé permanecesse na palavra e fosse fiel a Deus. Cada vez que algum vizinho vinha debochar dele, ou algum pensamento descrente passava por sua cabeça, imagino nosso armardor chegando diante de Deus e apresentando sua causa, suas dúvidas. E ouvia a Deus. E assim, sua fé aumentava.

O final da história nós sabemos.

Por que eu falei tudo isso? Às vezes, a “única” coisa que temos é uma palavra de Deus e uma ordem dEle. Às vezes, a promessa está demorando tanto para se cumprir que já ouvimos piadinhas dos “vizinhos”, pensamentos de descrenças nos assolam e até mesmo pessoas que nos amam tentam nos fazer desistir (preciso entender que uma palavra que Deus deu para mim é para MIM). Mas aprendemos com Noé que, se andarmos com Deus, manteremos nossa fé firme e alcançaremos a promessa porque fiel é o que prometeu.




As coisas que são acrescentadas.

31 10 2007

As pessoas vêm aqui nesse blog (vêm mesmo?!) e me enxrgam de diversas maneiras. Poucas, muito poucas sabem da história da minha vida.

 Poucas sabem, por exemplo, que sou formada em Direito. Há 7 anos. E que larguei a carreira porque não me sentia realizada. Posso ver as bocas abertas. Posso ouvir os pensamentos do tipo: tá doida?! Sim, eu larguei tudo. Parei de estudar para um concurso que, quando passasse, me pagaria, tranqüilo, 15 mil reais.

 E larguei para fazer Letras. Não cheguei onde estou de imediato, mas hoje estou onde quero. Ainda no início, mas satisfeita. Muito satisfeita.

 Mas uma coisa é certa: não poderia ter feito o que fiz sem o apoio dos meus pais, mais do que isso, sem a certeza de que, se largasse a carreira, nada faltaria em nossa casa, porque nada aqui depende de mim. Pude seguir meu sonho porque tenho pais que me apóiam e, muitas vezes, me sustentam (vida de tradutora iniciante não é nada fácil).

Por que eu falei tudo isso? Porque estava aqui em casa dando uma de Marta e pensando na vida, em como sou privilegiada e agradecida por meus pais serem como são. E Deus falou comigo. É, gente, de vez em quando eu ouço quando Deus fala comigo. Deus me mostrou que a mesma confiança que tenho de que no fim do mês a luz não vai ser cortada (e que a comida não vai faltar e ninguém vai entrar aqui em casa para pegar meu computador de volta) é a confiança que devo ter nEle. E mais, porque ainda que todas essas coisas aconteçam com minha família, Ele permanecerá o mesmo.

É esse descanso que Deus pede de mim. Essa certeza de que não preciso me preocupar com nada, não preciso abrir mão dos meus sonhos porque, assim como meus pais se alegram só por me verem satisfeita em minha nova faculdade, é assim que Ele se sente. Deus é meu pai e meu provedor. Ele é a força da minha vida. Deus é a garantia de que todas as coisas cooperam a meu favor. Ele mesmo garante.

Então, devo não me preocupar com as coisas que ainda não tenho, mas buscar o Reino de Deus e sua justiça e as demais coisas me serão acrescentada.




Switchfoot

30 10 2007

Para aqueles que acham que música boa e música cristã são antônimos: vocês, certamente, não conhecem Switchfoot. Eu recomendo!!




Pílulas de sabedoria I

19 10 2007

“Eu sei, eu sei. A religião pode ser inimiga de Deus. Isso acontece quando Deus, assim como Elvis, sai do prédio”.

Mr. Bono

(porque de vez em quando uma pequena frase contém tanta coisa…)

 




Sobre sentir.

5 10 2007

Isto

Dizem que finjo ou minto
Tudo que escrevo. Não.
Eu simplesmente sinto
Com a imaginação.
Não uso o coração.

Tudo o que sonho ou passo,
O que me falha ou finda,
É como que um terraço
Sobre outra coisa ainda.
Essa coisa é que é linda.

Por isso escrevo em meio
Do que não está ao pé,
Livre do meu enleio,
Sério do que não é.
Sentir? Sinta quem lê!

Acho que precisarei rever meus conceitos, o que geralmente é bom. Ontem cheguei na sala de aula faltando 20 minutos para terminar o primeiro tempo (na luta contra o sono, ele ganhou a batalha) e me deparei com o poema de Fernando Pessoa no quadro, que revelação! Eu já conhecia a frase mais famosa, mas o poema todo, nuca tinha lido. Quem me conhece mais ou menos, sabe que não sou fã de poesia, ou melhor, não era.

Desde que me tornei cristã existe uma luta dentro de mim, uma luta de conceitos, melhor dizendo, de pré-conceitos (nunca sei quando usar o hífen). Sempre vi a tristeza com algo mais belo que a alegria, mais poético, mais intenso, mais profundo. Artisticamente falando, era uma fonte inesgotável de inspiração; nada como uma boa tristeza para fazer surgir frases como a de Renato Russo: “Aonde está você agora além de aqui, dentro de mim?”. Mas o cristianismo celebra exatamente a vida, a alegria de viver apesar das tristezas do mundo.

O que fazer então? Quer dizer, todo mundo sabe que em meus sonhos mais profundos sou uma escritora. Devo abdicar da alegria então? Alegria que é fruto do Espírito e presente de Deus pra minha vida? Devo fazer isso em nome da arte?

Daí a importância desse poema, daí sua força. Foi como se acendessem a luz do recinto. Não! Não preciso ser triste, nem curtir toda fossa que se apresentar a mim para me tornar uma escritora melhor. Claro que terão momentos de tristeza em minha vida, e escrever pode vir a ser uma maneira de ‘exorcizar’. Mas posso usar minha imaginção! Posso falar de sentimentos que não conheço, posso liberar a minha ‘nau imaginativa’ e simplesmente navegar. Não que eu seja a mais inspirada das pessoas, nem que, depois disso, eu vá escrever livros com a freqüência de Paulo Coelho, mas foi bom saber que eu posso tentar, sem abrir mão da alegria que me é proposta.

 (post importado de um outro bolg que eu tinha)




Humildade

3 10 2007

“Nada façais por contenda ou por vanglória, mas por humildade; cada um considere os outros superiores a si mesmo. Não atente cada um para o que é propriamente seu, mas cada qual também para o que é dos outros”. Fp 2:3,4 

Já na primeira frase desta passagem encontro algo por que me arrepender. A verdade é que poucas coisas em minha vida são feitas senão para minha vanglória, para receber aplausos. A NTLH nos diz o seguinte: “Não façam nada por interesse pessoal ou por desejos tolos de receber elogios, mas sejam humildes”. Quais são as características da humildade afinal de contas? As palavras de Paulo nessa mesma passagem me dão duas dicas. 

1) A humildade considera os outros superiores a si mesmo. A Bíblia não especifica que são os outros. Não diz que são os mais inteligentes, ricos ou bonitos que devemos considerar superiores a nós mesmos. Ela diz “os outros”. A Palavra de Deus também não iguala humildade à baixa auto-estima. Não é para eu me sentir uma fracassada que Deus me chamou. O texto diz considere; considerar, segundo o dicionário online Priberam, significa reputar-se, supor-se. Não importa se sou rica, bonita ou famosa, como cristã, devo supor que os outros são superiores a mim. 

2) A humildade atenta para o que é dos outros. É interessante como, mais uma vez, Paulo se preocupa em tirar o foco de nós mesmos e colocar no próximo. O pensamento cristão não se coloca em primeiro lugar, nem suas coisas como as mais importantes. Segundo o mesmo dicionário mencionado acima, atentar significa observar, ver com atenção. Não acredito que Paulo esteja falando para controlarmos a vida dos outros, mas para darmos atenção a seus interesses e ajudarmos no que for necessário, deixando que Deus cuide de nossos interesses. 

O maior exemplo que conhecemos de humildade é Jesus, e Paulo se preocupa em colocá-lO como o nosso parâmetro nos versículos seguintes quando nos aconselha: “Tende em vocês o mesmo modo de pensar que Cristo Jesus tinha” (v.5 da NTLH). Está aí o segredo. O próprio Jesus apresenta-nos o remédio para nossa vida orgulhosa - “aprendei de mim, que sou manso e humilde de coração; e encontrarei descanso para vossas almas” (Mt 11.29). Enquanto permanecermos no orgulho, teremos nossas almas cansadas. Entremos, portanto, no descanso que nosso Senhor nos oferece.  




A presença de Jesus.

30 09 2007

“Eis que estou convosco, todos os dias, até a consumação dos séculos”. Mt 28.20

Enquanto estou aqui sentada diante de meu computador, tomando coragem para começar alguns trabalhos que preciso fazer para meu curso de tradução, sinto a doce presença de Jesus. Seu amor me constrange a tal ponto que, de vez em quando, tenho que afastar uma lágrima que teima em sair. Já conheço Jesus há algum tempo, mas ainda me emociono com Sua presença.

Recordo-me de Moisés, que declarou ao Senhor: é a Sua presença que me faz ser diferente (Ex 33.16). O grande legislador do povo de Deus tinha razão. A presença de Deus é o que me faz diferente, especial. É aquilo que me permite enfrentar qualquer situação. A presença de Jesus é o que me satisfaz; o que me faz vencer o diabo e o mundo. A presença de Jesus.

Não sei como alguém consegue viver sem a presença de Jesus. Não sei como eu pude viver tanto tempo sem ela. Não sei como, por vezes, ainda vivo sem a consciência desta presença.Sem a presença de Jesus as cores ficam desbotadas. A vida não tem sabor. Não tenho poder para realizar tudo o que desejo e sou tragada pela desesperança que assola nosso tempo.

Sem a presença de Jesus o errado se torna certo e o certo, loucura. Sem a presença de Jesus, me sinto só, mesmo quando cercada por uma multidão.

Mas Jesus me prometeu que estaria comigo, e porque Ele é fiel, posso crer que nunca estou sozinha, mesmo quando não sinto Sua doce presença.




Talento nosso de cada dia…

18 09 2007

“Mas a graça foi dada a cada um de nós segundo a medida do dom de Cristo”. Ef 4: 16

Tenho aprendido algo de muito especial de Deus nesses últimos dias: cada um de nós tem um chamado dentro do corpo de Cristo, cada um de nós é importante para o Reino de Deus. Parece meio óbvio, não? O problema é vivermos de acordo com essa verdade.

Desde pequena, tenho um grande desejo de entrar para a História, de fazer grandes coisas. E desde que me tornei cristã, ouço as pessoas dizerem que Deus tem um grande propósito em minha vida. Essa declaração é benção na vida de muitas pessoas, mas na minha não foi e eu vou explicar por quê. Porque de tanto ouvir isso, não aceitava nada que fosse pequeno e que não chamasse atenção pra mim.Vejam bem como sou contraditória: queria servir a Deus e aparecer ao mesmo tempo. Queria a glória para Ele e para mim. Impossível! Por causa de meu desejo de fazer grandes coisas, desprezava tudo o que considerava pequenas. O maior problema que enfrentava era estar contra um princípio fundamental apresentado por Jesus: “sê fiel no pouco”. Não queria o pouco, desprezava o ensino e, porque Deus me ama, nunca chegaria ao muito.

Depois disso passei pela fase do “não tenho nenhum talento especial”. Simplesmente outra face da mesma moeda. Outra tolice. Assim, me tornei invejosa do talento do meu irmão e não conseguia enxergar os talentos que Deus tinha me dado. E parei em minha carreira cristã. Não tinha mais projetos, planos, alvos. Tinha me tornado uma errante, e não uma cidadã do Reino.

A verdade é que Deus deu dons e talentos a cada um de nós. Não existe ninguém que tenha nascido sem algum talento. Uns nasceram com o talento de compor, outros de pregar, outros de aconselhar. Alguns têm um talento especial na cozinha, outros são bons ouvintes, mas todos nós fomos capacitados por Deus de maneira que, utilizando nossos talentos, daremos glória a Ele.

Quando descobri quais talentos Deus havia me dado, percebi que toda oportunidade que Deus me dá serve para desenvolver esse talento, nada é pequeno demais, nada é desprezível. Agradeço a meu Mestre por ser tão paciente.